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Atualidade
Indústria teve o melhor primeiro semestre desde 2003

 

O nível de atividade da indústria paulista teve no primeiro semestre deste ano o melhor desempenho desde 2003. Segundo o Indicador do Nível de Atividade (INA), divulgado na quarta, 28, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nos primeiros seis meses do ano a atividade industrial teve alta de 14,3%.
Na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, foi verificada um aumento de 9,9% no nível de atividade. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 5,3%.
Mas na comparação com o mês de maio, que já havia registrado redução de 0,2%, o INA, em junho, diminuiu 0,6%. O nível de utilização da capacidade instalada também foi menor do que em maio, 81,8% contra 82,5%.
Para o chefe do departamento de economia da Fiesp, Paulo Francini, a redução da atividade industrial no mês passado está ligada a acomodação das vendas após o fim dos incentivos fiscais promovidos pelo governo federal e ao “efeito Copa do Mundo”.
O economista acredita que a atividade industrial deverá fechar o ano em alta de cerca de 12%. “A partir de agosto, julho ainda temos dúvida, deve se recuperar o quadro de continuado crescimento da indústria”, estimou.

Setor de máquinas crescem 13,2%
A indústria nacional de máquinas e equipamentos cresceu em vendas 13,2% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período de 2009, mas o resultado favorável vem em meio à preocupação das empresas com o aumento dos juros e com a manutenção de uma taxa de câmbio desfavorável para a atividade.
Na avaliação da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), esses fatores, somados à invasão de produtos chineses no mercado nacional, dificultam a recuperação do segmento para níveis de antes do impacto da crise internacional de crédito. Na comparação do primeiro semestre com os seis meses iniciais de 2008 (portanto antes da crise), o faturamento das fabricantes ainda é, em média, 12,6% menor.
Segundo o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, 2009 não é uma boa referência. "Foi o pior ano dos últimos 30 anos para o setor", afirma.
Por sua vez, neste ano, a economia aquecida e linhas especiais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) - que entraram em operação no segundo semestre de 2009 e que valem até dezembro - trouxeram novo impulso às encomendas.

Com informações Fiesp e Abimaq

Agência FEM-CUT
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29/07/2010 12:16 -


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